Encontrei hoje um site, brasileiro, que achei muito interessante porque descreve uma série de sítios, sendo que vou estar em todos eles. O site é o http://revistao2.uol.com.br/mostramateria.asp?IDmateria=1318
Passo a citar:
Terra Santa para todos
Ninguém precisa ter uma religião definida para pegar o ônibus que parte a cada 40 minutos da capital israelense rumo a Jerusalém, considerada a capital religiosa do país. Ali, quem não crê em nada ou ninguém pode descobrir que a fé é muito maior do que acreditar em um Deus.
“É um lugar único, que provoca reações singulares. Em algumas pessoas, o imaginário e os sentimentos religiosos são tocados de tal forma que uma simples viagem de turismo pode resultar em um estranho fenômeno psicológico batizado de Síndrome de Jerusalém”, escreveu o jornalista César Tralli, no livro “Olhar Crônico”, em 2001.
A religiosidade é um espetáculo à parte na Terra Santa. Para os judeus, Jerusalém está localizada no Monte do Templo, e foi ali que o Rei Salomão construiu o primeiro templo sagrado, há 3 mil anos, e é lá que será a chegada do Messias. Para os muçulmanos, a Explanada da Mesquita, localizada na cidade antiga, é o terceiro lugar mais sagrado, depois de Meca e Medina. Os cristãos, por sua vez, acreditam que Jesus pregou no templo e expulsou mercadores que lucravam com a exploração dos peregrinos. A tal síndrome, explicada por Tralli no livro, é perfeitamente entendida na medida em que se caminha pelas vielas da cidade antiga.
Jerusalém antiga é dividida em quatro: uma parte dos judeus, outra dos árabes, um quarto dos armênios e outro dos cristãos. Caminhar pelos bairros é um dos melhores passeios na cidade. Dessa forma, é possível tomar um chá árabe, comprar artesanatos cristãos ou se deparar com uma lojinha fechada, se o passeio for no sábado, Shabat, dia de guarda dos judeus. É fácil, no entanto, encontrá-los aos montes, com a vestimenta preta, costeletas compridas, Torá na mão. É no Muro das Lamentações que homens, mulheres e crianças, cada um respeitando o espaço físico a que tem direito, pregam, pedem ou agradecem. De pé, em um movimento de vai-e-vem com o corpo – e que simboliza o ato de se entregar a Deus –, centenas de pessoas tocam, com sutileza, o coração até dos mais insensíveis e incrédulos.
Em março, é realizada, no sobe-e-desce da cidade, a Meia-Maratona de Jerusalém (http://hmarathon.jerusalem.muni.il/). Esse ano, a 16ª edição contou com 450 atletas percorrendo os 21 km e mais de 600 no percurso de 10 km. A prova é realizada apenas na parte nova da cidade, mas passa por impressionantes pontos turísticos, como o Museu do Holocausto, a Suprema Corte e o Museu de Israel. “É uma excelente sensação percorrer lugares tão históricos”, explicou o fotógrafo Udi Wallach, que mora em Tel Aviv, mas viaja todo o país para fazer provas de corrida e de ciclismo.
Lembrança eterna
O novo complexo do Museu do Holocausto Yad Vashem abriga a maior quantidade de objetos históricos e memórias dos mortos e sobreviventes ao holocausto no mundo. É impressionante ver os mais de 2.500 artefatos, incluindo testemunhos, objetos pessoais, fotografias e filmes, coletados nos últimos 50 anos. Desde 1995, historiadores trabalham
para recuperar a identidade dos 6 milhões de judeus que foram mortos. Hoje, apenas 3 milhões estão catalogados, no Hall dos Nomes, sala especial do complexo. O museu oferece, pela Internet, um serviço para registrar a identidade dos judeus ainda não identificados ou desaparecidos. O site é www.yadvashem.org.
Israel ao norte
Ao fazer divisa com países inimigos, o norte de Israel foi palco da última guerra no país contra o Líbano, entre julho e setembro do ano passado. Hoje, com o esquema de segurança completamente reestruturado, a região recebe turistas para todos os gostos: esquiar nas montanhas do Golã, saborear um bom vinho nas vinícolas locais, conhecer Nazaré, cidade de Maria e José, na qual Jesus cresceu, ou encarar, correndo ou de bicicleta, a pista da 65 km que circula o Mar da Galiléia. Segundo a tradição cristã, foi ali que Jesus andou pelas águas e fez o milagre dos peixes. A região da Galiléia, que está a 200 metros abaixo do nível do mar, é o centro esportivo mais tradicional do país. Voltas de ciclismo, maratona internacional e campeonatos de windsurfe são realizados, anualmente, nas águas sagradas, cuja temperatura fica em torno dos 22°C o ano todo. Propostas da prefeitura da cidade e do governo planejam, para os próximos anos, a Volta de Israel, nos moldes do Tour de France ou Giro d’Italia. Wallach, o fotógrafo, espera ansiosamente pelo evento.
Vizinhos do bem
Há 13 anos Israel e Jordânia – país ao leste – mantêm um acordo de paz que permite a abertura da fronteira entre os países, apesar de a Jordânia ser território árabe. O mesmo acontece com o Egito, que faz fronteira ao sul, pela cidade de Eilat, e que há 28 anos tem fronteira aberta com Israel.
Por isso, viajar para Israel é muito mais do que conhecer o pequeno pedaço de terra espremido entre o Mar Vermelho e o mundo árabe. Saindo de Jerusalém, em meia hora de ônibus é possível cruzar para o país vizinho.
Passar um dia em Petra é regressar na história. A ruína vermelha já foi uma agitada metrópole habitada em 3 a.C. e ocupada pelos romanos no ano 106 d.C. Ali, Indiana Jones encontrou o grande cálice, no filme “Indiana Jones e a Última Cruzada”. O tíquete de um dia custa US$ 21 (R$ 43). Após ser conquistada pelos Cruzados, no século 12, a cidade ficou esquecida até 1812, quando foi redescoberta pelo explorador francês Johann L. Burckhardt. Para fazer as caminhadas no interior de Petra é preciso um bom tênis de trilha e disposição. Quem preferir pode alugar cavalos e charretes no interior da cidade, que levam turistas até a entrada do “Tesouro Sagrado” ou Al-Khazneh (foto ao lado). Antes de chegar ao encontro da esplendorosa construção vermelha, é preciso atravessar o Siq, um corredor rochoso com inúmeros resquícios históricos. Antes de partir para Petra, vale apostar em um final de semana com pipoca para rever o filme do Indiana Jones.
Ao sul de Petra e a menos de uma hora de carro – de Acaba – está o deserto de Wadi Rum, de terra ocre e quente, é habitado por tribos beduínas – antigos nômades – que moram em tendas, produzem artesanato e esbanjam simpatia àqueles que querem se aproximar. Em Wadi Rum, é possível alugar um jipe 4×4 e conhecer uma das rotas comerciais do Oriente Médio, em passeios de duas a três horas, por parte dos 720 quilômetros quadrados do deserto. Não subestime o sol, muito menos o frio do deserto. Casaco, protetor solar e óculos escuros são imprescindíveis. As imensas formações rochosas produzem uma paisagem magnífica. Entre os aglomerados rochosos de 4 mil anos é possível explorar os vales descritos nos “Sete Pilares da Sabedoria”, por T. E. Lawrence. Aliás, outro filme que retrata a beleza aventureira da região é o “Lawrence da Arábia”, filmado em 1962, com os atores Peter O’Toole e Omar Sharif e vencedor de sete Oscar.
Escaladores podem explorar pedras de quase 2 mil metros de altura, em cerca de 20 pontos permitidos para escalada, sempre com o auxílio de guias cadastrados no centro de visitação, localizado na entrada do deserto. Além disso, é possível agendar passeios noturnos – e dormir em tendas beduínas –, acampar e fazer trekking, nas áreas permitidas pelas zonas de proteção. Todas as informações sobre Wadi Rum – inclusive os preços de acesso e aluguéis de camelos e jipes – podem ser consultados no site: www.wadirum.jo.
O azul do Mar Vermelho
Não há como estar no Mar Vermelho e não passar, pelo menos um dia, em um dos vários pontos de mergulho que a região oferece. De snorkel já é possível sentir um pouco da sensação do azul do Mar Vermelho. Mas o melhor é colocar um cilindro nas costas e descer quase 20 metros nas águas quentes do Oriente Médio. Fazer um curso de mergulho em Israel, com direito a certificado internacional e batismo é mais barato que no Brasil – lá, na baixa estação, o básico com certificado Padi custa €150 com o batismo (R$ 400) – no Brasil não sai por menos de R$ 900. Com a carteirinha na mão, mergulhar no Oriente Médio sai por €20 (R$ 55) e no Brasil, R$ 250.
Seja em Israel, na Jordânia ou no Sinai, a vida marinha do Mar Vermelho é sensacional. Milhares de espécies de peixes, incluindo o Dolphin Reef, uma baía na cidade de Eilat, sul de Israel, habitada por dez simpáticos golfinhos de várias idades. Quem não tem muita habilidade com o equipamento de mergulho, pode, no Dolphin Reef, fazer um curso rápido, antes de afundar no habitat dos golfinhos. Para isso é preciso obedecer algumas regras básicas: não descruzar os braços e, em hipótese alguma, tocar nos animais; não se separar do guia – e dupla do mergulho – e respirar tranqüilamente, para não assustar os donos do pedaço. “Quem mergulha na baía dos golfinhos está pedindo permissão para conhecer a casa dos animais. Por isso impomos regras e não oferecemos prêmios para os golfinhos interagirem com o mergulhador. Aqui quem manda são eles”, explica o guia de mergulho brasileiro, Roberto Donio, que mora há 12 anos em Eilat e cuida dos golfinhos e da área de relaxamento do local (http://www.dolphinreef.co.il).
Cruzando a fronteira para o Sinai, território que hoje pertence ao Egito, existem muitas áreas propícias para mergulho. Sharm el-Sheikh é destino do conforto, infra-estrutura de resorts e carro para se locomover. Já Dahab é um pequeno vilarejo propício para mergulhadores e mochileiros. Pousadas simples, vida noturna mais tranqüila e muitas escolas de mergulho. Um paraíso para quem quer relaxar e desfrutar dos inúmeros pontos de acesso ao fundo do mar.